Meta do programa Plano Brasil Medalha é levar o Brasil do 22º lugar em Londres ao 10º no Rio
Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo - Atualizada
às 10h para acréscimo de informações
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff
lança nesta quinta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília,
às 15 horas, o Plano Brasil Medalha 2016. O plano prevê a liberação de R$ 1
bilhão para o Ministério do Esporte, aí incluídos os pagamentos das novas Bolsas
Pódio no valor de até R$ 15 mil para os atletas que estão entre os 20 primeiros
no mundo em suas modalidades individuais e que estão em condições de participar
da Olimpíada do
Rio de Janeiro, em 2016.
Veja
também:
Aldo
diz que Brasil ampliará parceria com BID para Copa
Dilma
parabeniza desempenho dos atletas paralímpicos
Wilson Pedrosa/AE-11/09/2012
Presidente lança o Plano Brasil Medalha
2016 na tarde desta quinta
Com este incentivo, a presidente Dilma quer que o
Brasil saia do 22.º lugar alcançado nos Jogos de Londres e
salte para até a 10.ª colocação. Na Paralimpíada, o objetivo no Rio de Janeiro é sair do sétimo
lugar alcançado em Londres e chegar à quinta posição.
Os recursos de R$ 1 bilhão serão aplicados até 2016, não só na preparação do
atleta e das equipes multidisciplinares, mas também na construção de centros de
treinamento, compra de equipamentos esportivos e assinatura de convênios com
Confederações para desenvolvimento de modalidades olímpicas. A bolsa pódio só
começará a ser paga em 2013.
Hoje o governo paga uma Bolsa Atleta de até R$ 3,1 mil para quem disputa uma
Olimpíada. Dos 17 medalhistas do Brasil, dez eram bolsistas nos Jogos Olímpicos
- ao todo, 259 atletas foram para Londres. Deste total, 111 eram beneficiários
do Bolsa Atleta. No caso da Paralimpíada, dos 182 atletas que foram para a
Grã-Bretanha, 156 ganhavam bolsas - 43 deles ganharam medalhas, 85% deles eram
bolsistas.
Atualmente, um total de 4.243 atletas recebem Bolsa Atleta do governo. O
número de Bolsas Pódio a ser distribuído para os atletas só será definido em
janeiro de 2013, quando as Federações definirão a lista dos futuros
beneficiados. As bolsas são concedidas para o ciclo olímpico, para o período de
quatro anos, só que a renovação do pagamento do benefício é anual.
Com o novo programa, não só o atleta, mas seu técnico, seu preparador físico,
seu nutricionista e outros profissionais necessários para o bom desempenho dele
podem receber ajuda do governo para torná-lo um medalhista em 2016. É que o
programa pretende viabilizar a equipe técnica multidisciplinar para
planejamento, treinamento e acompanhamento do atleta, participação em
competições nacionais e internacionais, treinamentos e intercâmbios
internacionais e aquisição de equipamentos e materiais esportivos de alta
performance.
Para serem beneficiados, os atletas deverão estar classificados entre os 20
melhores do ranking mundial de sua categoria. O levantamento dos rankings será
fornecido pelas respectivas confederações.
Hoje existem cinco categorias de bolsas, que variam de R$ 370 a R$ 3,1 mil.
Agora, será criada a Bolsa Pódio. O judoca Felipe Kitadai, que ganhou medalha de
bronze em Londres, por exemplo, que era considerado atleta de categoria
internacional e não categoria olímpico, recebia apenas R$ 1,85 mil de bolsa. A
partir de agora, ele poderá pleitear a bolsa pódio de R$ 15 mil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário