Ele, que diante das pressões políticas por conta destas acusações renunciou ao cargo de presidente da CBF que ocupou por 23 anos, jamais foi investigado por isto no Brasil. No Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) - Rio de Janeiro e Espírito Santo - conseguiu que arquivassem todos os inquéritos em torno do uso, no Brasil, dos recursos provenientes da propina, o que caracterizaria crime de lavagem de dinheiro.
Na Justiça do estado ele contabilizou outra vitória no final de 2012. Em uma decisão publicada, em 22 de novembro, no Diário da Justiça do Estado do Rio, Teixeira conseguiu condenar o jornalista inglês Andrew Jennings por danos morais. A condenação está relacionada à entrevista do inglês ao blog do hoje deputado Romário, em agosto de 2011, quando classificou Teixeira de corrupto.
Através de seu programa na BBC de Londres, Jennings foi o primeiro a revelar as investigações do Ministério Público da Suíça sobre o suborno pago pela ISL a ex-diretores da Fifa, incluindo os brasileiros Teixeira e seu sogro, João Havelange. Meses depois da entrevista que deu ao blog, em julho de 2012, a justiça da Suíça confirmou o processo e as acusações. Mas, isto não beneficiou o inglês na ação movida pelo ex-presidente da CBF na 3ª Vara Cível da Barra da Tijuca.
Como ele não se manifestou nos autos, apesar de intimado ao passar pelo Congresso Nacional, em Brasília, foi considerado revel e, como diz a sentença do juiz Augusto Alves Moreira Júnior, “revelia induz à presunção de que os fatos narrados pelo autor são verdadeiros, ou seja, que o conteúdo da entrevista concedida pelo réu era injusto e ofensivo”.
Para o magistrado, “os danos morais restaram caracterizados, porque os fatos imputados pelo réu ao autor abalaram a sua honra bem como a sua imagem perante a sociedade, já que na aludida reportagem foi mencionado que o autor estaria envolvido em escândalos de corrupção e teria recebido suborno”.
Com isto, Jennings, teoricamente, deve a Teixeira R$ 10 mil. Trata-se de um valor irrisório, pois corresponde a apenas 10% do que o ex-presidente da CBF recebe da entidade como seu assessor internacional. O ganho maior, é moral, apesar de, para muitos, ser um ganho duvidoso.

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