Autoridades investigam se ação dos policiais foi violenta; oito ficaram feridos.
Manifestante é ferido após confronto com a polícia em Porto Alegre (crédito: Ramiro Furquim/Sul21)
A exposição do boneco inflável de 7 metros do tatu-bola, mascote da Copa, no centro de Porto Alegre terminou em confronto entre cerca de 200 jovens e a polícia gaúcha, na noite de ontem (4).
Oito manifestantes foram presos e vários deles feridos. Exposto no Largo Glênio Peres, o tatu-bola veio ao chão em meio ao conflito, e deverá ser trocado em alguns dias.
De acordo com reportagem do site "Sul21", no entanto, a origem do manifesto não era derrubar o mascote da Copa, e sim protestar por uma "cidade mais alegre".
Entre os principais pontos da manifestação, os jovens criticavam a privatização de espaços públicos, como o Largo Glênio Peres, e as políticas públicas da capital gaúcha.
Eles explicam que, até a hora da repressão dos policiais, uma roda de capoeira era realizada ao lado do tatu-bola, e que ação da polícia militar foi arbitrária. Existem até mesmo relatos de violência contra mulheres.
Ao "Sul21", o major da Brigada Militar disse que a ação foi "proporcional à violência contra policiais” e que não utilizou armas de fogo, apenas "granadas de efeito moral para criar condições de coibir a ação baderneira".
A Ouvidoria de Segurança Pública, por outro lado, classificou a ação como "lamentável" e vai investigar o caso.
Sobre o tatu-bola, a prefeitura de Porto Alegre já solicitou à Fifa um novo boneco inflável.
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