Parlamentares de diferentes partidos, inclusive da base do governo, prometeram ajudar.
Afonso Aporinã, que preside o Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas, entidade que funciona nas dependências do imóvel alvo do imbróglio, comemorou os contatos feitos na Alerj.
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Um grupo de índios da Aldeia MArcanã esteve na Alerj em busca de apoio para tentar impedir a demolição do prédio onde funcionou o Museu do Índio. Fotos: Vítor Silva / Jornal do Brasil
Já ao lado do gabinete de Freixo, os índios foram recebidos pela deputada Clarissa Garotinho (PR). Nascida em Campos dos Goytacazes, ela citou sua origem para demostrar afinidade. A parlamentar disse que procuraria seus pares para sugerir ao Executivo a criação de um Conselho Estadual do Direito dos Índios.
"Na cidade em que nasci, que leva o nome de uma etnia, o respeito pelos indígenas é aprendido desde cedo. Lamentavelmente, o governador não teve esse aprendizado em relação a uma cultura que é a semente a miscigenação brasileira", acusou a oposicionista. "O Maracanã é um local público, palco do gol mil de Pelé e da visita do papa, deveria ser preservado. Uma pena que será entregue na mão do Eike Batista ou de alguma outra pessoa".
Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) classificou como "verdadeiro absurdo" a tentativa de demolição do antigo prédio do Museu do Índio.
"É mais um exemplo do lema do governo Sérgio Cabral: colocar tudo a baixo. Foi assim com o prédio do Iaserj, com a Fábrica da Brahma", enumerou. "Esse espírito demolidor busca apenas beneficiar o empresariado. Os indígenas terão, através de nossa ajuda, o direto de espernear e unir forças para impedir esta tragédia".
Os parlamentares Wagner Montes (PSD), Robson Leite (PT), Gilberto Palmares (PT) e Edino Fonseca (PR), também manifestaram apoio aos indígenas.
O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo(PMDB), que não foi encontrado pelos visitantes, marcou para esta quarta-feira (24), na Casa, um encontro com os indígenas.
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