Agência Estado
Obras nos aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Confins (MG), por exemplo, ainda estão em fase de projeto básico.
São Paulo - O ritmo das obras de
ampliação dos terminais de passageiros nos aeroportos das cidades brasileiras
que vão sediar a Copa de 2014 é "preocupante". A afirmação é do coordenador do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos da Silva Campos Neto,
que participa de um evento sobre o setor aeroportuário em São Paulo. "Em termos
de investimento em terminais de passageiros, o que a gente percebe é uma
situação preocupante porque a grande maioria ainda está em fase de projeto",
disse.
Segundo levantamento por ele apresentado, obras nos aeroportos de Porto
Alegre, Curitiba, Salvador e Confins (MG), por exemplo, ainda estão em fase de
projeto básico. O diretor do Ipea também se disse preocupado com o ritmo da
Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na execução de
investimentos - apesar de, mais cedo, o diretor de Obras de Engenharia da
estatal, Jaime Henrique Parreira, ter dito que a expectativa é encerrar o ano
tendo sido realizados entre 85% e 90% dos aportes programados. "Nos seis
primeiros meses de 2012, a Infraero só executou 18,4% dos investimentos
previstos", disse Campos Neto.
Ele destacou, porém, que no ano passado a maior parte dos investimentos da
estatal foi feita nos últimos quatro meses do ano, especialmente no último
bimestre. Ainda assim, em 2011 a Infraero só executou 51,2% dos investimentos
aprovados.
Sobre a situação dos aeroportos brasileiros, ele disse que 17 dos 20 maiores
apresentam problemas - ou operam acima da capacidade, como é o caso dos
aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ou acima do seu limite de eficiência, como
ocorre com o Galeão. O diretor do Ipea participa do Aeroinvest 2012 - 3º Fórum
Internacional de Investidores em Infraestrutura Aeroportuária, que está sendo
realizado em São Paulo.
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