Por Maurício Polidoro
A contagem regressiva começou. Com as Olimpíadas de Londres 2012 e o mês de agosto se aproximando, daqui a 12 meses se iniciam os preparativos oficiais, em especial a Copa das Confederações, dando ponta-pé inicial ao megaevento brasileiro. Apesar das obras e movimentações da Copa no Brasil terem pouco evoluído desde o “pontapé” – nada metafórico – de Jérôme Valcke para o país, o tom agressivo nos discursos parecem ter se esvaziado. O encontro entre o dirigente da FIFA, Joseph Blatter e a presidente Dilma Rousseff, em Londres, parece ter sido permeado por conversas sóbrias e muita falação do Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. Segundo o Ministro, num quadrogeral, apenas 3% do cronograma das obras está atrasado.
Contudo, são tantas versões e fontes de informações relacionadas ao evento, que é difícil confiar ou levar em consideração palavras como as proliferadas por Aldo Rebelo. Uma coisa é certa: o último semestre de 2012 e os próximos anos serão de muitos gastos para o governo federal, estados e municípios envolvidos com a Copa. Além do aumento gradativo dos custos das obras, o percentual empregado de dinheiro público nas preparações parece contornar uma totalidade.
A insatisfação popular é demonstrada em pesquisa como a da Gazeta do Povo, de Curitiba, onde os 73% de aprovação ao evento, em pesquisas anteriores, caiu para 65% em 2012. O principal motivo é a inexistência dos resultados materiais dos investimentos, sobretudo na mobilidade urbana.
Se os efeitos na infraestrutura das sedes dos jogos após a Copa 2014 serão positivos ou não, só o tempo vai dizer. Mas os problemas identificados em Londres já apontam que, pelo menos durante o mundial, os dilemas serão muitos como mostra o texto do “Copa em Análise” sobre a Olimpíada britânica. O Boletim Copa em Discu$$ão nº 11 traz ainda o “Copa em Dados” com as recentes informações sobre o custeio das obras com olhar em Curitiba e o cronograma de reuniões para o mês de agosto, na seção “Copa em Debate”.
Afora as preocupações de sempre relacionadas à Copa do Mundo, esperamos que o processo de construção o legado esportivo seja transparente e, principalmente, democrático. Pouco serve a disseminação dos dados se a população não possuir poder decisório na constituição da Copa. As oportunidades do megaevento não são apenas relacionadas à infraestrutura, elas também demonstrarão a capacidade do Poder Público, nas suas diversas esferas – federal, estadual e municipal – em articular os múltiplos interesses e consolidar a democracia. A conjuntura política e econômica, nacional e internacional, não são favoráveis.
O otimismo, importante ingrediente para a construção do evento, parece estar também se esgotando.
Acesse o conteúdo completo do Boletim Copa em Discu$$ão nº 11 aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário