Atraso no pagamento da cesta básica e do bônus por cumprimento de meta estão entre as reivindicações dos trabalhadores contratados pelo consórcio Engevix/ Kallas
Atraso no pagamento da cesta básica e do bônus por cumprimento de meta estão entre as reivindicações dos trabalhadores contratados pelo consórcio Engevix/ Kallas. FOTO: ERALDO
Manaus - Cerca de 400 operários que trabalham na obra de ampliação do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes pararam, na manhã desta segunda-feira (7) para reivindicar melhores condições de trabalho. Atraso no pagamento da cesta básica e do bônus por cumprimento de meta estão entre as reivindicações dos trabalhadores contratados pelo consórcio Engevix/ Kallas.
Segundo o armador, Fábio Souza, a paralisação é uma forma de pressionar o consórcio a pelo menos ouvir as reivindicações da categoria. “Há vinte dias, prometeram que quem cumprisse a meta mínima de produção receberia um bônus de R$ 400 e até hoje não vimos esse dinheiro. A gente tenta conversar, mas ninguém se dispõe a nos receber”, disse.
Souza denuncia ainda que, o número de faltas atribuídas aos trabalhadores é desproporcional aos dias trabalhados e que as horas extras não estão sendo pagas, assim como a cesta básica no valor de R$ 60. “Quem reclama ainda sofre represália. Hoje mesmo recolheram nossos contra-cheques quando anunciamos a greve”, afirmou.
De acordo com o servente, Mariomar Barbosa, a demora na devolução da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), estipulada em 48 horas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e desvio de função são outros problemas vivenciados pelos operários.
“As carteiras ficam em poder da empresa por até dois meses. Sem falar que tem carpinteiro fazendo massa e servente atuando como marteleteiro”, reclamou.
Assembleia
No fim de semana, os trabalhadores da construção civil rejeitaram a proposta de reajuste de 4,97% proposta pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM). A categoria iniciou as discussões em torno do aumento, dois meses antes da data-base que é 1º de julho. Em 2011, os trabalhadores da construção civil foram beneficiados com um acordo que assegurou aumento de 8,6% para a categoria.
Além do reajuste de 13% sobre os vencimentos, a categoria reivindica, também, plano de saúde para os trabalhadores, participação no lucro das empresas e a implantação do serviço de rota, semelhante ao que é oferecido atualmente pelas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). O menor salário de um trabalhador da construção civil é R$ 669, que é referente aos ganhos mensais de um servente. Pedreiros ganhamem média R$ 906.
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