Deputado precisará reunir 171 assinaturas de colegas para ter sucesso na empreitada.
AE - Agência Estado
BRASÍLIA - Apoiado em denúncias publicadas pela
imprensa brasileira ao longo do ano, o deputado federal Romário (PSB-RJ) quer a
instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão de
Ricardo Teixeira à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Beto Barata/Estadão
Romário ressalta que CBF é entidade
particular, mas se beneficia de isenções fiscais e
contribuições
O ex-jogador discursou no plenário da Câmara nesta terça-feira justificando a
instauração da CPI. "A CBF é uma instituição privada, mas recebe grande quantia
de dinheiro público, através de isenção fiscal e contribuições sociais. Não se
trata de prejulgar ninguém, mas temos que buscar o esclarecimento", disse
Romário.
Ao falar no plenário, o antigo centroavante da seleção citou diversas
reportagens, que apontam supostas irregularidades no patrocínio da TAM, no
salário recebido por Ricardo Teixeira mesmo depois de deixar a presidência da
CBF e no contrato assinado para a realização de um amistoso entre Brasil e
Portugal, entre outras suspeitas.
Romário também cobrou que o vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, seja
ouvido pela Câmara por conta do seu suposto envolvimento numa investigação da
Polícia Federal. Ele ainda reclamou de supostas irregularidades na sucessão de
Ricardo Teixeira, que colocou José Maria Marin na presidência da entidade.
Pelo Regimento Interno da Câmara, são necessárias 171 assinaturas de
deputados para apresentar o pedido. Romário acredita que conseguirá a criação da
CPI - até o começo da noite desta terça-feira, ele já tinha conseguido a adesão
de 20 deputados.
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