Técnico deve voltar a utilizar o esquema com um centroavante de ofício.

- Se nós importarmos o Iniesta, o Messi, os jogadores do Barcelona, aí sim podemos. Mas as características dos que jogam aqui não são essas. Então temos que montar uma boa equipe dentro das características dos nossos atletas. E é isso que pretendemos fazer - afirmou.
A volta de um centroavante de ofício é um exemplo do que Felipão pode mudar logo de cara na seleção. O técnico afirmou que ainda vai fazer avaliações, mas admitiu que na maior parte de sua carreira montou equipes como um homem de referência no ataque.
- Nunca joguei tão diferente. Gosto sim e, muitas vezes, se tem a oportunidade de ter jogador de referência, eu gosto. O Brasil tem esse jogador, mas também têm jogadores rápidos. Tenho mais ou menos uma equipe, uma ideia de convocação na cabeça, mas vamos avaliar. Naturalmente entre as primeiras convocações, substituíções serão feitas, até para eu continuar a observação. Mas não vejo muita diferença - concluiu.
Sobre a falta de identidade da seleção a pouco tempo da Copa do Mundo, Felipão preferiu minimizar. Para ele, alguns amistosos fortes e a Copa das Confederações ajudarão o Brasil a criar uma base na caminhada até 2014.
- Acho que essa parte também passa por uma dificuldade de não jogar as Eliminatórias. Teríamos mais confrontos, a cada dois meses, o envolvimento no jogo de precisar vencer, a participação do povo... Nós temos uma identidade, mas temos que saber o que fazer com as características dos jogadores. Em 2002 tinha uma maneira, mas quando a gente identificou que algo devia mudar com os laterais, alteramos o esquema. Nos amistosos e Copa das Confederações teremos uma base do que teremos que mudar ou o que dá para prosseguir.Será bom para ver a reação de alguns jogadores, para ver se podem continuar.
Treinador brinca com possibilidade de chave difícil
A um dia do sorteio da Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari falou dos possíveis adversários do Brasil na competição. Ao ser perguntado se preferia cair num grupo forte para testar a equipe, o treinador demonstrou bom-humor e disse não temer, mas deixou claro que o melhor é estar em uma chave de menor dificuldade.
- Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Acredito que um dos dois (México ou Japão) podem cair na nossa chave, os dois não. Se sortearem os dois na nossa chave, vamos enfrentar. Quem sabe o nosso nível de atenção e observação seja maior. O México temos enfrentado e tido dificuldades. Com o Japão também. Então é uma boa observação contra essas equipes - avaliou o técnico.
Confira abaixo outros trechos da entrevista:
Copa das Confederações como parâmetro
- É um parâmetro muito mais para o técnico. Porque o técnico vai ter esses jogadores 14 dias antes e depois toda competição. É um periodo bom para que a gente conheça algumas situações, a reação aos treinamentos, jogos, ordens táticas. Uma série de detalhes. É mais importante para mim que o resultado, mas será importante a medida que nos apresentarmos bem e conquistarmos o torneio. Mas se não ganharmos e notarmos que com algum ou outro ajuste se pode chegar bem na Copa, também será válido. Mas para o técnico é mais importante a convivência do que qualquer outra coisa. Vamos estar juntos, formar um grupo com o mesmo espírito que tinhamos.
Sobre a opinião de Ronaldo: "Brasil vive o pior momento de sua história"
- Tem que perguntar ao Ronaldo qual é o pior momento. Se é o pior momento no chutar a bola, no sentar na mesa para almoçar. Não sei, tem que perguntar para ele.
Desculpa pública aos bancos
Nas minhas entrevistas, faço algumas colocações, sempre tem um colocação simplória. Ontem, quando falei a respeito de pressão, depois daquilo foi um inferno, dizendo que eu tinha agredido uma classe. Já conversei com o presidente do Banco do Brasil, pedi desculpas, expliquei que era apenas um declaração simples e comum. Peço desculpa publicamente a classe que eu ofendi, que eu não ofendi, não foi a intenção, até porque trabalho com eles há 30 anos. Sou eu o responsável, é a minha cara, meu jeito de ser é assim.
Características de Cristiano Ronaldo e Neymar
- O Cristiano esteve comigo em 2003 e 2004 e até 2008. Ele tinha características muito parecidas com o Renato Portaluppi, alto, forte, dribla bem, bate com as duas, cabeceia bem. É um jogador quase completo. O Neymar vem evoluindo muito, e os méritos são de quem trabalhava e quem trabalha atualmente com ele, que é o Muricy. Quem quiser analisar, vê que ele evoluiu muito. Tem características diferentes. O Cristiano é muito forte, o Neymar é mais fraco, mas é também um goleador como o Cristiano, e está desenvolvendo muito mais essa característica. É mais leve, tem um drible mais curto, mas os dois vão disputar a partir do próximo ano para serem o melhor do mundo. É merito do Muricy, você nota a evolucão tática, que ele vem se posicionando melhor. Isso para nós da seleção é muito bom.
Liberdade para Neymar no time
- Não tive tempo de analisar nada de jogadores. Eu apenas estava em Passo Fundo e fui chamado. Tem dois dias que só vou para casa tomar banho e trocar roupa. A partir de agora, com a comissão técnica, eu vou começar o meu relacionamento, as perguntas, o porque de jogar assim ou não, quais são as ordens que são passadas pelo seu técnico para ele fazer em campo. Sobre o Neymar, o que posso te dizer é que nós temos alguns jogadores espetaculares, que merecem e precisam de uma liberdade maior que outros jogadores. Mas tem que fazer a equipe ter esse entendimento, que será bom para o time. Vamos esperar os primeiros treinamentos. Cada um tem a sua função dentro de campo. É uma coisa que eu ainda vou analisar junto com os jogadores e decidir.
Possível retorno de Felipe Melo
A partir de agora vou observar e muito principalmente os jogadores de fora, porque aqui no Brasil terei a ajuda de outros profissionais. Ninguém está descartado. Todos que têm qualidade vão ser observados e, na medida do possível, dentro do que eu penso, a gente vai escolher os jogadores que sejam interessante para nós.
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