PROJETOS DA COPA 2014 EM MANAUS

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domingo, 16 de dezembro de 2012

RAIMUNDO FAGNER LEMBRA HISTÓRIAS COM CRAQUES DO FUTEBOL E DA MÚSICA DO BRASIL.

Confira entrevista em vídeo do cantor, que fará show na cerimônia de entrega do estádio Castelão, em Fortaleza, neste domingo (16.12).
Convidado para fazer o show na entrega da obra do Estádio Castelão, neste domingo (16.12), em Fortaleza, o cantor cearense Raimundo Fagner transita muito bem pelo ambiente do futebol, às vezes mais que no mundo da música. A sua paixão pelo esporte começou cedo, ainda no colégio, mas o talento musical falou mais forte. “Aqui tinha muito jogador bom, eu ia ser banco mesmo”, revela o torcedor dos tricolores Fortaleza, no Ceará, e Fluminense, no Rio de Janeiro.
Quando ele se mudou para o Rio foi morar com o ex-jogador Afonsinho, que o levou a conhecer alguns craques e o cantor foi aprimorando o seu futebol. “Afonso tinha um time que misturava artistas e jogadores, chamado ‘Trem da Alegria’, com o Paulinho da Viola, o Gonzaguinha... A gente começou a jogar, a viajar, era um timaço e isso me motivou demais. Afonso me botou de lateral, eu sempre tive uma condição física muito boa, graças a Deus até hoje, pra correr, pra marcar. Isso foi me dando gosto, comecei a jogar com quem sabia, comecei a criar marra mesmo e fiquei muitos anos jogando no time dos artistas”.
A partir de então, Fagner passou a fazer parte de várias peladas, como as disputadas no campo do Chico Buarque. “Eu sempre fui o carrasco do Politheama, o time do Chico”, exalta. Depois ele passou a atuar mais no campo do Zico. “Lá no campo do Zico, jogando com o Zico, se ele te meter umas dez bolas e se você não fizer uns quatro ele pergunta se você não veio pra pelada. Então sempre tive muita responsa de jogar com essa turma, Júnior, Cláudio Adão... Pô! Eles pegam no pé, se você não fizer gol eles ficam gozando”. Até por isso, ele se define como um matador: “Eu sempre tive que matar, porque sempre olhava para trás e o meio de campo que eu tinha não me permitia errar”.
A amizade com os boleiros também foi aumentando: Pelé, Rivelino e principalmente os atletas da Seleção Brasileira que disputaram a Copa do Mundo de 1982, que para o cantor é a melhor equipe depois da hors concours de 1970. Tanto que Fagner chegou a participar dos treinos do time que encantou o mundo, mas não foi campeão.
No entanto, quando foi a vez de atuar pelo clube de coração, Fagner revela que tremeu, não conseguiu dormir, se atrasou para ver se começavam o jogo sem ele, mas não adiantou. “Tremi! Foi a primeira vez que eu arranjei um patrocínio pro time do Fortaleza, então me homenagearam e entrei jogando contra o time do América. Eu tive a sensação, quando eu estudava no colégio na minha infância, que eu ia jogar no domingo contra os meninos que jogam demais. Era um sono horrível, acordava estressado. Eu sempre levei com muita naturalidade, mas as duas vezes que eu vesti a camisa do Fortaleza, principalmente a primeira, eu não consegui dormir... atrasei, pra ver se eles começavam o jogo, foi pior, porque eles estavam me esperando... ô sofrimento! Esse foi de lascar! Sei lá, vestir a camisa, senti o peso”.
» Confira a entrevista em vídeo, feita pelo Portal da Copa no estúdio do cantor, em Fortaleza, no início de 2012:

Gabriel Fialho - Portal da Copa

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