PROJETOS DA COPA 2014 EM MANAUS

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

REDES NACIONAIS E INTERNACIONAIS TROCAM EXPERIÊNCIAS SOBRE MEGAEVENTOS NO BRASIL.

FONTE: http://www.anced.org.br/sitio/anced_2009/a-anced/noticias/redes-nacionais-e-internacionais-trocam-experiencias-sobre-megaeventos-no-brasil
        
O evento começou nessa segunda-feira, em Brasília, e reuniu entidades da área da Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes para promover propostas para o fortalecimento do Sistema de Garantias de Direitos de CA, com foco nos megaeventos.
Redes Nacionais e Internacionais trocam experiências sobre megaeventos no Brasil
07/08/2012
Nessa segunda-feira, 6 de agosto, ocorreu no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília a abertura da Oficina das Redes Nacionais de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e e Adolescentes DHCA. O evento, que conta com a participação de cerca de oitenta membros das Redes de Defesa Nacional e organismos Internacionais, proporcionou a troca de experiências e articulação das Redes para a promoção e o fortalecimento do Sistema de Garantias de Direitos, além de propor a criação de uma agenda conjunta entre as organizações da sociedade civil para incidência política no contexto dos megaeventos esportivos.

A mesa de abertura foi composta pelos representantes das Redes Nacionais, organizadoras do evento, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) Seção DCI Brasil, Perla Ribeiro, Ecpat, Tiana Sento-Sé, Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA),Wellington Pereira, e parceiros, Chilldhood Brasil, Itamar Batista, OIT, Renato Mendes e Unicef, Casimira Benge, com a participação da presidente do Conanda, Mirian Maria.

As atividades seguiram com a mesa que contextualizou a relação Estado e sociedade e os desafios para a garantia dos DHCA, explanada pelo coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CEDECA DF), Victor Alencar, e com a apresentação do relatório da Plataforma DHESCA sobre Direito à Cidadania, pelo membro da instituição, Leandro Franklin Gorsdorf. O debate foi intermediado pela coordenadora da ANCED, Perla Ribeiro.

Em seguida, o evento foi consagrado com a presença de representantes das Redes Internacionais, como Ecpat, pelos membros Fiorella Rojas, da Tailândia e Philippe Galland, da França e da organização da África do Sul - Juburg Child Welfare, Carol Bews, que trouxeram experiências de outros países com foco nos megaeventos. Foram apresentados um levantamento de campanhas realizadas na Polônia, Ucrânia, Grã-Bretanha e África sobre Exploração Sexual Infantil, exposto pela representante da Ecpat, Fiorella Rojas. “É uma oportunidade de intercâmbio e conhecimento entre as organizações. Viemos para compartilhar e aprender com a experiência das Redes brasileiras”, ressalta.

Já Carol Bews, destacou as experiências da África do Sul ao receber a Copa do Mundo de 2010 e defendeu a importância de se criar espaços de diálogo e mobilização social para a garantia da defesa dos DHCA nos megaeventos. “Acredito que a falta de informação é um dos entraves maiores para a luta do sistema de garantias de direitos de criança e adolescentes, mas o Brasil já está se precavendo para eliminar esses entraves, como eu pude ver nas apresentações dos relatórios e pesquisas que tivemos aqui”. Carol lamenta não ter sido possível ter uma mobilização antecipadamente da sociedade civil na Copa do Mundo na África do Sul. “Na África do Sul poderia ter tido antecipadamente essa experiência”.

O membro da Ong Atletas pela Cidadania, Victor Barau, fez uma breve apresentação do projeto da instituição que defende a democratização do esporte, como ferramenta para a transformação social. A Chidllhood Brasil encerrou as palestras com o mapeamento das ações para enfrentar a violência sexual contra meninos e meninas nos preparativos da Copa e durante a competição. A consultora da instituição Patrícia Andrade e o diretor, Itamar Batista, explicitaram como os Estados e sociedade civil estão se articulando por meio de projetos e programas diante da problemática.

Para as Redes Nacionais, que coordenaram o evento, o primeiro dia de trabalho da Oficina possibilitou a troca de experiências, no nível nacional e internacional, com uma perspectiva de trazer possibilidades de avanços na articulação da sociedade civil, pois o maior desafio que movimento enfrenta atualmente é assegurar que o Estado promova ações garantias de DHCA no país. Segundo a Rede o evento proporcionou um olhar crítico do cenário brasileiro, com foco nos megaeventos, na perspectiva dos Direitos Humanos.

No período da tarde, foram realizadas as atividades dos grupos de trabalhos, que foram divididos por quatro regiões – Sudeste, Centro-Oeste e Norte, Nordeste e Sul, para discutir as temáticas: prevenção, proteção e defesa, e atendimento. O evento encerra na terça–feira com a apresentação de propostas que irão contemplar o Plano Estratégico de Ação no âmbito da Sociedade Civil.

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