Iniciativa foi adotada após uma reunião com representantes da sociedade civil, que questionaram licitações feitas sem a devida divulgação.
O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) abriu investigação com o objetivo de verificar a regularidade no processo de concessão do Estádio Mário Filho (Maracanã), cujas obras de reforma e adequação estão sendo custeadas, em parte, com verba pública federal proveniente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O inquérito civil público foi pedido pela procuradora da República Marta Cristina Pires Anciães, que também aponta possíveis irregularidades do tratamento dado ao entorno do estádio.
Em seu pedido para a abertura do inquérito, Marta Cristina Pires Anciães cita que “os documentos que instruem o expediente também indicam supostas irregularidades no tratamento das questões envolvendo o entorno do referido equipamento esportivo, que é uma das condições estipuladas no contrato de financiamento firmado entre o ESTADO DO RIO DE JANEIRO e o BNDES”.
Índios fazem protesto contra licitação do Maracanã
(Foto: Nelson Veiga / Globoesporte.com)
(Foto: Nelson Veiga / Globoesporte.com)
Uma série de protestos foram feitos contra essa privatização do estádio, que será repassado a uma empresa privada em meados deste ano, de acordo com projeto do governo do Estado do Rio de Janeiro.
O grupo, que é formado por torcedores, índios da Aldeia Maracanã, pais e alunos da Escola Municipal Friedenreich e usuários de Célio de Barros e do Júlio Delamare, tenta mais espaço para a participação popular na escolha da gestão do futuro complexo. Segundo ele, projetos sociais existentes poderão deixar de existir, já que todos esses espaços serão demolidos.
No fim de outubro, durante a convocação para a audiência pública, o governo do Rio de Janeiro apresentou os moldes do edital. A concessionária que vencer irá administrar o complexo do Maracanã por 35 anos. Os clubes estão proibidos de participar da disputa. O investimento inicial previsto é de R$ 469 milhões. A empresa que assumir o complexo ainda terá que pagar cerca de R$ 7 milhões por ano ao governo por ano. Durante a Copa das Confederações, Copa do Mundo e as Olimpíadas, o estádio será exclusivo dos organizadores dos eventos (Fifa e COI). Vale lembrar também que os valores da concessão não irão quitar os gastos com as obras de reforma do estádio, que custará R$ 859,9 milhões e está com 80% dos trabalhos finalizados.
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