quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

APÓS GREVE, CONSTRUTORA MINIMIZA PARALISAÇÃO NO BEIRA-RIO: "É PONTUAL".

Parte dos operários do estádio da Copa em Porto Alegre cruzaram os braços na última terça (8).

Operários do Beira-Rio negociam reivindicações com construtora (crédito: Beira-Rio.com)
 
Parte dos operários envolvidos na reforma do Beira-Rio para a Copa de 2014 cruzaram os braços na última terça-feira (8) reivindicando reajuste salarial de 40%, melhorias no vale-refeição e antecipação salarial de 40% no vigésimo dia do mês, entre outros tópicos.
 
Após uma reunião infrutífera na noite desta quarta-feira (9), trabalhadores e construtora, Andrade Gutierrez, se reúnem novamente hoje (10), às 12h, para negociarem as reivindicações.
 
Com isso, o Beira-Rio se torna o primeiro estádio privado da Copa a enfrentar uma greve, e o nona arena no geral. Até hoje, apenas um estádio público, a Arena Pantanal, em Cuiabá, não teve paralisações na obra. Arena da Baixada (Curitiba) e Arena Corinthians (São Paulo), privados, também não registraram greves.
 
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada, são mais de 900 operários em paralisação no Beira-Rio.
 
Mas para a Andrade Gutierrez, responsável pela reforma, o movimento dos trabalhadores não compromete o cronograma, tratando-se de uma situação "pontual".
 
"A construtora Andrade Gutierrez informa que a paralisação ocorrida no dia 8 de janeiro nas obras de modernização do estádio Beira-Rio foi um movimento pontual, que já está sendo administrado pela empresa. Esse movimento não afetará o cronograma da obra cuja conclusão se mantém prevista para dezembro de 2013", explicou a empreteira, em nota.
 
Com 52% das obras finalizadas até aqui, o estádio da Copa em Porto Alegre deverá estar pronto até dezembro de 2013. O custo total da reforma é de R$ 330 milhões.

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