quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SIMPÓSIO DISCUTIU NESTE DIA 04/12 EM BRASÍLIA A COBERTURA DAS ARENAS DA COPA DE 2014.

Montagem do "teto" do Estádio Nacional Mané Garrincha passará pelo processo big lift, usado em outros palcos do Mundial.
Portal da Copa/ Novembro 2012
Portal da Copa/ Novembro 2012#
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu o simpósio “A tecnologia nas coberturas das arenas de 2014”, nesta terça-feira (04.12), com as presenças de representantes de outras duas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014: Recife e Salvador. Os preparativos para a montagem do “teto” do estádio da capital federal já começaram. Maruska Lima, da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil), falou dos desafios desta etapa da obra.

“A cobertura é um dos maiores desafios da obra em função da dimensão. Serão utilizados 90 mil m² de membrana, com um modelo de roda raiada. Não tínhamos profissionais com experiência nesse tipo de construção. Com a realização desse evento, o público técnico veio para contribuir e conhecer profundamente a tecnologia empregada”, afirmou.
O simpósio também serviu para a troca de conhecimentos com outras cidades-sede, como Salvador. O projeto da Arena Fonte Nova foi apresentado pelo diretor de contrato da Odebrecht, Alexandre Chiavegatto, que mostrou detalhes da execução da cobertura.

“É uma tecnologia nova, que nunca foi aplicada no Brasil. Os responsáveis pela obra de Brasília nos visitaram em uma etapa importante de preparação para o içamento da cobertura, o big lift. Os processos são parecidos, conceitualmente”, considerou Chiavegatto.
 

Portal da Copa/ Novembro 2012
Portal da Copa/ Novembro 2012#Cabos da cobertura estão no canteiro de obras
  
Cobertura

A cobertura do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é uma das inovações tecnológicas que a obra exibirá. Funcionando como sistema de "roda de bicicleta invertida", ela é composta por uma estrutura tensionada com cabos e treliças metálicas e revestida por uma membrana que cobrirá todos os assentos do estádio.

O estádio concluirá, em breve, uma fase técnica importante da preparação da montagem da cobertura: o big lift, utilizado também na Fonte Nova e no Maracanã. Em Brasília, serão içados 48 cabos permanentes que sustentarão a cobertura. Para erguer a estrutura, estão sendo instaladas 48 placas de fixação no anel de compressão.
Os cabos permanentes já foram desenrolados e estão posicionados na área do campo, com os conectores instalados nas extremidades. Também estão sendo posicionados os 48 macacos hidráulicos que levantarão a estrutura de forma automatizada, para garantir a geometria circular, além da sincronia e da precisão necessárias. Em seguida, serão montadas e instaladas as treliças que formarão a base para a colocação da membrana.
 
A membrana, de 90 mil m², é autolimpante, permite a passagem de luz natural, retém o calor e, ainda, retira a poluição do ar. Em contato com o sol, ela é capaz de retirar gases poluentes da atmosfera, em uma quantidade equivalente ao produzido por cerca de mil veículos por dia.

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