Questionado sobre o déficit habitacional na cidade e sobre novos projetos para contornar o problema, o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista, disse que o número de cadastrados no programa 'Minha casa, Minha Vida' no Rio de Janeiro não corresponde à realidade. Segundo Pierre, que participou da inauguração do empreendimento ao lado do prefeito Eduardo Paes, há má-fé de alguns inscritos.
"Há famílias de quatro pessoas onde cada membro da família fez uma inscrição pedindo um imóvel. Há muitos casos deste tipo", defende-se o secretário. Segundo ele, um estudo da SMH dá conta de um déficit habitacional de 200 mil famílias, contrariando os 326 mil inscritos. Ainda assim, se considerarmos o número de famílias já contempladas pelo programa e o registro de déficit da SMH (200 mil), temos um percentual de apenas 13% de famílias atendidas pelo 'Minha Casa, Minha Vida' no Rio.
Morador do que restou da comunidade Metrô-Mangueira, que está sendo removida devido às obras de ampliação do Maracanã, o frentista Dejair esteve na inauguração do Mangueira II e fez críticas à baixa cobertura habitacional da Prefeitura.
"Eu também queria estar recebendo as chaves da minha casa própria hoje. Mas são poucos os sorteados pela Prefeitura. Fiz a minha inscrição há anos, estou aguardando e ... nada!" reclamou. "Para piorar a situação da população pobre, o prefeito ainda está expulsando quem mora na favela do Metrô. Já recebi ordem de despejo, mas não tenho para onde ir e vou continuar resistindo", queixou-se, acompanhado de sua mulher.
Outro que também reclama do número de contemplados pelo programa é Valmir Costa, pedreiro, morador da favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão.
"Todo mundo quer ter uma casa onde a rua tenha asfalto. Um apartamentinho que tenha saneamento básico. Que a tubulação de água e esgoto seja feita pela Cedae e não não pela própria população em mutirões. Era para ser para muitos e não para poucos. Eu já cansei de esperar o sorteio da Prefeitura", reclama. Ele não conseguiu se aproximar do prefeito para fazer a cobrança.
Novos empreendimentos
Questionado sobre a construção de novos empreendimentos destinados a atender outras famílias inscritas no programa, o secretário Batista admitiu que a última contratação de uma construtora feita pelo programa para o Rio de Janeiro foi em março.
Nenhum comentário:
Postar um comentário