terça-feira, 11 de dezembro de 2012

BRASIL E CATAR TROCAM EXPERIÊNCIAS NA ORGANIZAÇÃO DA COPA DO MUNDO.

Fórum em Doha reúne especialistas para discutir as melhores práticas a serem usadas na preparação do megaevento.
Separados por 12 mil km, duas nações emergentes, com economias distintas, estão numa corrida semelhante. O Brasil quer fazer uma das melhores Copas do Mundo já realizadas. O Catar, do outro lado do Mundo, também, cada um a seu modo.
A dez anos da Copa de 2022, o país do Oriente Médio, cercado pelo Iraque no Norte, Irã no Leste e Arábia Saudita, no Oeste, criou um fórum permanente, o Doha Goals, para discutir desde já as melhores iniciativas a serem tomadas na organização do megaevento. O fórum conta com a participação do setor privado, de ONGs e do Governo do Catar, com o objetivo de realizar uma Copa inovadora, antenada com o mundo contemporâneo, onde a participação dos jovens e a preocupação com o meio-ambiente sejam prioridade.
Para contribuir com a discussão, desembarcou na noite de domingo (09.12), em Doha, capital do País, uma delegação do Ministério do Esporte, formada pelo chefe de gabinete da pasta, Vicente Neto, e pelo Embaixador Carlos Henrique Cardim, chefe da Assessoria Internacional. O ministro Aldo Rebelo decidiu enviar a comitiva para trocar experiências com o país do Oriente Médio e com dezenas de delegados de várias partes do mundo.
O Doha Goals Fórum teve início nesta segunda-feira (10.12) e segue até quarta, no Aspire Dome, um centro de treinamento de alto padrão. Nos três dias, os brasileiros vão se encontrar com diversas autoridades, como o H.E. Sheikh Abdulrahman Al-Thani, braço direito do Emir e monarca do país, o Hamad bin Khalifa Al-Thani. Ele atua como um ministro do Esporte e viaja recolhendo experiências positivas. “O Doha Goals é uma iniciativa baseada no esporte que nós esperamos que traga o mundo para mais perto: através dessa iniciativa e do esporte em geral, planejamos avançar no desenvolvimento individual e em grupo para a população em todo o mundo”, disse o Abdulrahman Al-Thani.
Além das delegações internacionais, estão em Doha cerca de 400 estudantes do mundo inteiro – nove vieram do Brasil – para participar como futuros embaixadores do esporte. Eles irão aos debates e reuniões nas quatro plenárias e vão interagir com líderes mundiais dos diferentes governos e empresasários, além de atletas internacionais. Vicente Neto e o Embaixador Cardim tiveram nesta segunda-feira uma rápida reunião informal com o grupo para sondar as aspirações e ideias que estão trazendo na bagagem.

Douglas de Felice - Portal da Copa/ME

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