terça-feira, 16 de outubro de 2012

RIVAL DE BLATTER PEDE INVESTIGAÇÃO CONTRA AS AÇÕES DO DIRIGENTE MÁXIMO DO FUTEBOL.

FONTE: http://www.portal2014.org.br/noticias/10908/RIVAL+DE+BLATTER+PEDE+INVESTIGACAO+CONTRA+AS+ACOES+DO+DIRIGENTE.html

Bin Hamman, suspenso antes da eleição da Fifa, solicitou mesmo critério usado contra ele.

Bin Hamman e Blatter à época das eleições para a presidência da Fifa (crédito: EFE)
 
O rival de Joseph Blatter no pleito que o reelegeu presidente da Fifa no ano passado, o catariano Mohammed bin Hamman, pediu a abertura de um processo que analise as decisões administrativas do suíço. A solicitação foi feita ao novo chefe do comitê de investigação e ética da entidade, o americano Michael Garcia.

"Embora eu ainda esteja suspenso, meu rival na eleição de 2011 permanece no poder. Ele não está sob qualquer investição ou suspensão. É difícil entender essa atitude", disse Hamman.

O catariano é ex-presidente da Federação Asiática de Futebol (AFC) e deixou a disputa pela presidência após ser acusado de pagar propina a dirigentes da União Caribenha de Futebol.
Bin Hammam e os dois empregados da União Caribenha teriam subornado diretores desta associação com pagamentos de US$ 40 mil antes das eleições para a presidência da Fifa.

Após suspender o catariano de forma provisória, a Fifa resolveu excluir, em agosto de 2011, Bin Hamman de maneira vitalícia por violação do código ético do organismo. Em setembro, o comitê de apelação da Fifa confirmou a sanção.

"Meu oponente tem todas as cartas e usou o poder da máquina judiciária da Fifa contra mim. Não entendo porque não está sendo investigado", afirmou o dirigente.

Em agosto deste ano, o presidente do comitê de ética da Fifa, Joachim Eckert, afirmou que pediria explicações ao presidente da Fifa. No mês anterior, Blatter afirmou que sabia dos pagamentos da ISL a João Havelange e Ricardo Teixeira.

Segundo Blatter, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na época em que foram repassadas. O atual presidente da Fifa, que era secretário-geral na ocasião, disse não era possível saber sobre a infração, pois elas não existiam. Os pagamentos, segundo ele, podiam ser deduzidas do imposto como despesas de negócios.

O ex-presidente da CBF recebeu da ISL 12,74 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997. Havelange, por sua vez, recebeu 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em 1997.

Fundada em 1982, a ISL quebrou em maio de 2001. A empresa de marketing esportivo chegou a ter um número de negócios com a Fifa de 2,2 bilhões de francos suíços (R$ 4,5 bilhões na cotação atual).

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