PROJETOS DA COPA 2014 EM MANAUS

PROJETOS DA COPA 2014 EM MANAUS

terça-feira, 3 de junho de 2014

FIFA ABRE VENDA DE 180 MIL INGRESSOS DA COPA; TORCEDOR RECLAMA DA ESPERA.

FONTE: http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/04/fifa-abre-venda-de-lote-de-180-mil-de-ingressos-da-copa-do-mundo.htm

Do UOL, no Rio de Janeiro*

  • Imagem acima serve de modelo para ingressos do Mundial de 2014
    Imagem acima serve de modelo para ingressos do Mundial de 2014

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A Fifa abriu exatamente à meia-noite desta quarta-feira (horário de Brasília) a venda de um lote extra de ingressos da Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade máxima do futebol, cerca de 180 mil entradas foram postas à disposição de torcedores interessados.
Comprar os ingressos, porém, não é nada fácil. Quem resolveu dormir mais tarde para tentar adquirir uma entrada, deparou-se logo na abertura do período de vendas com uma "fila virtual". Essa fila é formada pelo excesso de internautas tentando acessar o site da Fifa (www.fifa.com/ingresso), único canal disponível para a compra das entradas por ora.
A fila causou a insatisfação de torcedores. Minutos após a abertura das vendas, já havia gente reclamando da espera em redes sociais. "Estou aqui junto a milhões de pessoas, tentando comprar mais ingressos para a Copa. E isso vai demorar pelo visto", tuitou o internauta Server_ino.
"Ingressos para a Copa? Até parece. Mais de 21 minutos na fila 'virtual'. Não vai restar nada", reclamou o internauta Alexandre Moreira, também por meio do Twitter.
A própria reportagem do UOL Esporte também tentou acessar o site para compra dos ingressos e acabou parando na fila virtual. A espera durou mais de 45 minutos.
Todos os jogos
De acordo com a Fifa, há bilhetes para todos os 64 jogos do Mundial no lote extra de ingressos, inclusive para a abertura (dia 12 de junho, no Itaquerão, em São Paulo) e a final (dia 13 de julho, no Maracanã, Rio de Janeiro). Também foram postos à venda ingressos para todos os jogos da seleção da primeira fase da Copa.
A venda dos ingressos está sendo feito exclusivamente pela internet. Torcedores interessados devem acessar o quanto antes o site da Fifa para a comercialização de bilhetes: www.fifa.com/ingresso.
A venda Copa obedece a ordem de chegada, ou seja, quem pedir o bilhete primeiro leva. Portanto, ao entrar na plataforma virtual de venda de tíquetes, o torcedor deve observar logo quais ingressos deseja adquirir, marcá-los e efetuar o pagamento via cartão de crédito.
Ainda hoje, às 9h da manhã (horário de Brasília), a Fifa colocará os ingressos remanescentes deste lote extra à venda em 12 postos de distribuição de bilhetes instalados em cidades-sede da Copa do Mundo. Lá, a venda também será feita por ordem de chegada. A novidade é que, pela primeira vez, será possível comprar um ingresso da Copa do Mundo de 2014 será presencialmente.
Só 12 postos de retirada de ingressos farão a venda de bilhetes (cheque os endereços abaixo). Centrais instaladas em aeroportos, por exemplo, não estarão aptas à comercialização.
Vale lembrar que a comercialização de ingressos em centros de distribuição é feita paralelamente à venda via internet. Torcedores nas cidades-sede poderão disputar os mesmos bilhetes postos à venda na plataforma virtual da Fifa.
Veja os postos de distribuição de ingressos preparados para venda:
• Belo Horizonte – Boulevard Shopping : Av. dos Andradas,3.000, Santa Efigênia
• Brasília – Centro de Convenções Ulysses Guimarães: SDC Eixo Monumental – Lote 05
• Cuiabá – Shopping Pantanal – Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3300 – Jardim Aclimação
• Curitiba – Patio Batel Shopping: Av. do Batel, 1.868 – Batel
• Fortaleza – Centro de Eventos do Ceará: Av. Washington Soares nº 999, Portão E – Edson Queiroz
• Manaus – Centro Cultural dos Povos da Amazônia: Praça Francisco Pereira da Silva, s/n°
• Natal – Shopping Cidade Jardim: Av. Eng. Roberto Freire, 2920 – Capim Macio
• Porto Alegre – Barra Shopping Sul: Av. Diário de Notícias, 300 – Cristal
• Recife – Shopping Recife: R. Padre Carapuceiro, 777, Edifício Garagem B1, Boa Viagem
• Rio de Janeiro – Casarão General Severiano: Av. Venceslau Brás, 72 – Botafogo
• Salvador – Iguatemi Shopping: Av. Tancredo Neves, 148, Estacionamento I-1
• São Paulo – Ginásio do Ibirapuera (Quadra Lateral=: R. Manoel da Nóbrega, 1361, Paraíso

Torcedores enfrentam filas para retirada de ingressos para a Copa das Confederações15 fotos

13 / 15
15.jun.2013 - Torcedores formam fila para retirada de ingressos horas antes da partida entre Brasil e Japão Luiz Paulo Montes/UOL

ROBOT WILL BE USED IN AFGHANISTAN "GUN" THE COPA MP IN SÃO PAULO - SP.

ROBÔ USADO NO AFEGANISTÃO SERÁ "ARMA" DA MP NA COPA EM SÃO PAULO - SP.

FONTE: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/05/robo-usado-no-afeganistao-sera-arma-da-pm-na-copa-em-sp.html


Missão do Gate será combater terrorismo no estádio e nas ruas da cidade.

Policiais terão 12 novos equipamentos que custam mais de R$ 2,2 milhões.

Kleber TomazDo G1 São Paulo
A Polícia Militar de São Paulo terá um novo kit com 12 equipamentos avaliados em R$ 2,2 milhões para combater eventuais atos de terrorismo durante a Copa em São Paulo. Entre os itens estão robôs idênticos aos usados pelo Exército dos Estados Unidos na guerra doAfeganistão. Eles poderão ser usados contra eventuais ataques na Arena Corinthians ou na cidade de São Paulo.
Além dos robôs e de trajes antifragmentos e equipamentos para desarmar explosivos, as novas aquisições incluem braços mecânicos, aparelho de raio-X, detectores de gases venenosos, tendas de contenção e caixas de ferramentas. Os itens poderão ser usados pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), tropa de elite da PM, nas varreduras, desarme de bombas e situações com reféns de sequestro.
A roupa antifragmentação é a mesma do filme ‘Guerra ao Terror’, que ganhou o Oscar. A vestimenta é de origem canadense e é usada na guerra do Afeganistão pelo exército norte-americano"
Ricardo Folkis,
comandante do Gate
“A roupa antifragmentação é a mesma do filme ‘Guerra ao Terror’ [The Hurt Locker, do título original em inglês], que ganhou o Oscar [de melhor filme em 2010]", disse ao G1 o disse o capitão Ricardo Folkis, comandante do Gate.
"A vestimenta é de origem canadense e é usada na guerra do Afeganistão pelo exército norte-americano”, completou Folkis.
Questionado sobre o nível de proteção que a roupa oferece, Folkis respondeu que ela suporta explosivos até um certo limite. “O traje pesa mais de 40 kg e aguenta bombas do tipo C4, até 2 kg”, afirmou o capitão. “No caso de um artefato explodir perto, quem usa a roupa sai com vida e partes do corpo”.

Alegando questões de segurança, a corporação não informa o número de policiais do esquadrão antibomba do Gate que atuarão no estádio. A arena abrirá o mundial de futebol com o jogo entre Brasil e Croácia em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. Mais cinco partidas vão ocorrer no estádio.

O Gate ficará de prontidão em uma sala no subsolo do estádio. Outros agentes do grupo permanecerão na base, na Vila Maria, Zona Norte, para intervir na cidade. Todo o efetivo desse grupamento especial é de cerca de 90 policiais.

Segurança invisível
Além do Gate, outros policiais militares do Comando de Policiamento de Choque ficarão escondidos dentro do estádio. Serão 160 agentes do 2º Batalhão de Choque, com experiência em grandes eventos esportivos e artísticos na capital e distúrbios civis. Mais 140 bombeiros completarão a "segurança invisível", como está sendo chamada pelos oficiais.

Esse reforço policial e aparato de equipamentos de última geração só serão empregados se os "stweards" falharem. Os stewards são seguranças contratados pela Fifa. Pela lei geral da Copa, firmada entre o governo brasileiro e a entidade que regula o futebol no mundo, a segurança interna dos estádios deverá ser feita somente por seguranças particulares.
A função deles será a de orientar o público a ocupar assentos corretos e impedir invasões a campo, por exemplo. Eles não usam armas letais. Por partida, serão ao menos 800 stewards. Quando não conseguirem conter a situação, policiais militares serão acionados.

Em São Paulo, a Arena Corinthians, terá stewards da Gocil Segurança, que também atuará em Curitiba e em Porto Alegre, informou a Confederação Nacional dos Vigilantes.

Treinamento com franceses
A preparação do Gate para a Copa passou por treinamentos que vêm sendo realizados há  quase quatro anos. O objetivo é saber como agir em casos de ameaças terroristas na Copa e garantir a segurança do público, autoridades e seleções. Os perigos podem ocorrer dentro ou fora do estádio. Como parte do curso, os policiais fizeram intercâmbio com a Gendarmerie Nationale, força armada policial da França, que passou ensinamentos para combater  sequestradores de aviões e trens.

“O Gate se prepara para o mundial de futebol desde 2011", disse Folkis. "São cursos realizados no exterior ou intercâmbios com países como Israel, Canadá, Espanha, França, Colômbia, Estados Unidos e Dinarmarca”.

Além do estádio, ônibus de delegações, hotéis, e centros de treinamento que abrigarão autoridades e seleções passarão por varreduras.  De acordo com o Gate, grandes ataques são provocados por pessoas emocionalmente perturbadas, criminosos comuns e terroristas.
Desde o último dia 20, 40 pontos da cidade de São Paulo começaram a ser vigiados 24 horas por dia desde por mais 4.265 policiais militares do Comando de Policiamento Copa (CPCopa), que atuará do lado de fora da arena.

Equipamentos do Gate
Veja abaixo os equipamentos da corporação:
 
Traje anti-fragmentação (Foto: Kleber Tomaz / G1)Traje anti-fragmentação (Foto: Kleber Tomaz / G1)
TRAJE ANTIFRAGMENTAÇÃO
- marca/fabricação: Med-Eng EOD9 / Canadá
- função: para suportar explosões de até 2 kg de explosivos
- peso: de 40 a 45 kg
- quantidade: 2
- valor unitário: R$ 112 mil








Aparelho de raio-X (Foto: Kleber Tomaz / G1)Aparelho de raio-X (Foto: Kleber Tomaz / G1)
APARELHO DE RAIO-X
- marca/fabricação: Blaze Vidisco / Israel
- função: visualizar interior de objetos suspeitos
- peso: 35,5 kg
- quantidade: 1
- valor unitário: R$ 308 mil





Braço robótico (Foto: Kleber Tomaz / G1)Braço robótico (Foto: Kleber Tomaz / G1)
BRAÇO ROBÓTICO
- marca/fabricação: Allen-Vanguard-TM600 / Canadá
- função: para pinçar artefatos à distância
- peso:   32,7 kg
- quantidades: 2
- valor unitário: R$ 28.667





Robô (Foto: Kleber Tomaz / G1)Robô (Foto: Kleber Tomaz / G1)
ROBÔ
- marca/fabricação: 510 Packbot-Irobot / Estados Unidos
- função: guiado à distância por controle remoto (joystic). Tem objtivo de captura de imagens, remoção, exploração e ação contra bomba
- peso:  com canhão desruptor: 33,6 kg  e sem: 27,6 kg
- quantidade: 1
- valor unitário: R$ 628 mil



GDA-X (Foto: Kleber Tomaz / G1)GDA-X (Foto: Kleber Tomaz / G1)
GDA-X (Gas Detector Array)
- marca/fabricação: Airsense-Analytics / Alemanha
- função: aparelho utilizado para detectar gases tóxicos , explosivos e agentes químicos
- peso: 18,9 kg
- quantidade: 2
- valor unitário: R$ 266.156



Kit de remoção (Foto: Kleber Tomaz / G1)Kit de remoção (Foto: Kleber Tomaz / G1)
KIT DE REMOÇÃO (caixa de ferramentas)
- marca/fabricação: Allen Vanguard / Canadá
- função:  remoção de artefatos ou objetos suspeitos, abertura de veículos e portas, etc
- peso:  24,2 kg
- quantidade: 2
- valor unitário: R$ 75 mil





Tendas de contenção (Foto: Kleber Tomaz / G1)Tenda de contenção (Foto: Divulgação)
TENDA DE CONTENÇÃO
- marca/fabricação: Vanguard / Canadá
- função: conter explosões
- peso: 15 kg
- quantidade: 2
- valor unitário: R$158 mil


AIMED AT COPA PMs RISING STOCK NO LETHAL WEAPONS.

VISANDO À COPA, PMs AUMENTAM ESTOQUE DE ARMAS NÃO LETAIS.

FONTE: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2014/05/visando-copa-pms-aumentam-estoque-de-armas-nao-letais.html


Brasil comprou 226 mil granadas de gás e 263 mil balas de borracha.

Polícias apostam em gás mais forte desde a Copa das Confederações.

Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo



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arte armas não letais (Foto: Arte g1)
A um mês da Copa do Mundo, um levantamento exclusivo feito pelo Exército a pedido do G1 mostra que, desde a Copa das Confederações, em junho do ano passado, quando protestos violentos tomaram as ruas do país, as polícias militares reforçaram o estoque de armas não letais.
Entre junho de 2013 e abril deste ano, os órgãos de segurança pública do Brasil pediram autorização para comprar mais de 270 mil granadas e projéteis de gás lacrimogêneo e de pimenta, além de 263.088 cartuchos de balas de borracha de vários tipos e modelos.
Toda a munição química não letal adquirida seria suficiente para fazer mais de 819 lançamentos de granadas de gás e 797 disparos de balas de borracha por dia nesses 11 meses.

O levantamento do Exército mostra, ainda, um incremento nas aquisições pelos órgãos de segurança em 2014, principalmente por causa do temor de uma nova onda de manifestações durante a Copa. Desde junho do ano passado, foram comprados pelas PMs 113.655 granadas lacrimogêneo e 21.962 granadas de pimenta – 59% e 73%, respectivamente, adquiridos nos primeiros quatro meses deste ano.

Também foram comprados 134.731 cartuchos de gás de diversos calibres, que são jogados sobre multidões com lançadores de calibre 12, 38 e 40, para evitar que os policiais cheguem muito perto das pessoas. Os dardos podem cair no meio de massas a uma distância que pode variar, em média, entre 5 e 120 metros do atirador.

Estratégia diferente
Amazonas e Amapá foram os únicos estados que não pediram ao Exército autorização para a compra de armas não letais desde a Copa da Confederações. As secretarias de Segurança das duas unidades da federação foram procuradas pela reportagem do G1 para comentar o assunto, mas não se manifestaram.

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Cápsulas de gás lacrimogêneo são encontradas em frente à Prefeitura de Campinas (Foto: Reprodução/ EPTV)
Gás com alta concentração de lacrimogêneo usado
com lançadores para conter protesto em Campinas,
no interior de São Paulo (Foto: Reprodução/EPTV)
Em 2013, uma série de atos levou milhares de pessoas às ruas do país, fazendo as polícias atuarem na contenção de casos de violência, vandalismo e depredação. Em algumas situações, houve denúncias de excesso ou mau uso de armas químicas, com pessoas passando mal, gás atingindo residências, confrontos e feridos por balas de borracha e de pimenta.

"No meio da multidão, o indivíduo se sente mais forte, se sente o super-homem, perde a noção da individualidade. O objetivo das armas não letais é tirar o indivíduo da coletividade, fazer ele ter medo", explica o coronel Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo.

O que se compra
Os dados do Exército mostram que Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Bahia foram os estados que mais compraram armas não letais desde junho do ano passado.

Segundo o coronel Camargo, o material adquirido pelos estados mostra como as tropas de choque devem atuar na contenção de "distúrbios civis" – nome que a polícia dá ao controle de multidões.

Desde a Copa das Confederações, a PM de São Paulo fez três compras de armas não letais, e a da Bahia, outras três. Minas Gerais foi o estado com o maior volume de aquisições. Em uma delas, feita em fevereiro, foram encomendadas 95 mil granadas de vários tipos e com cargas elevadas de gás lacrimogêneo e de pimenta.
A corporação do Distrito Federal adquiriu, também em fevereiro, mais de 50 mil unidades de sprays lacrimogêneos pequenos (85 gramas) e grandes (450 gramas).
Policial ataca mulher com spray de pimenta na Praça XV, no Rio de Janeiro (Foto: Victor R. Caivano/AP)
PM do Rio usou spray de pimenta contra mulher
em protesto em 2013 (Foto: Victor R. Caivano/AP)
As polícias dos demais estados, principalmente a do Rio, preferem os sprays de pimenta, que não são comprados por São Paulo. Em abril, a PM do Rio pediu autorização para a aquisição de 4.800 deles, a maioria de novos modelos que passaram a ser produzidos a partir dos distúrbios da Copa das Confederações.

As novas armas pretendem facilitar o uso manual pelos policiais, com versões em gel, spray, aerossol e espuma, e altas concentrações de pimenta para espirrar a médias e curtas distâncias.

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, fez três pedidos de armas não letais, totalizando 12.700 sprays de pimenta, tanto em gel quanto em espuma. A Senasp não informou, porém, se vai doar os equipamentos às corporações estaduais.

Granadas de alta concentração
Os dados do Exército obtidos pelo G1 também revelam que as polícias continuam comprando cartuchos de borracha de vários modelos. Alguns deles contêm apenas uma bala, que pode ser amarela ou preta, chamada de "precision". Outros cartuchos incluem múltiplos projéteis esféricos de elastômero, que podem atingir maior velocidade e ferir várias pessoas ao mesmo tempo.

Ao todo, a Senasp comprou 96 mil do modelo de cartucho. A PM do Piauí adquiriu 14 mil, a do Distrito Federal, 28 mil, e a de Minas Gerais pediu 35 mil. Essas são as três corporações que mais compraram o tipo de munição.

Em relação aos gases, Bahia, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Ceará fizeram compras de mais de mil cartuchos para serem usados em lançadores. A PM paulista utiliza as granadas com alta concentração de lacrimogêneo. Essas armas carregam três pastilhas de gás que se distribuem sobre o solo. A munição gera um intenso volume de fumaça e dificulta a devolução contra a tropa.

Além disso, entre junho e dezembro de 2013, a PM de São Paulo comprou 14.875 granadas dos dois modelos com carga tríplice de lacrimogêneo. Essas armas também foram adquiridas para uso nos últimos 11 meses por unidades de segurança da Bahia, de Mato Grosso, do Rio Grande do Sul, do Ceará, de Goiás, do Rio Grande do Norte, do Pará e de Minas Gerais – só a PM mineira comprou 10 mil unidades delas em abril  –, além da Polícia Rodoviária Federal no DF.

Recentemente, algumas polícias adquiriram, ainda, a munição multi-impacto, que, além de gás lacrimogêneo ou pimenta, leva internamente múltiplas esferas de borracha que se dispersam quando a arma é lançada. Desde a Copa das Confederações, o modelo foi comprado pelas polícias de MG (mil unidades), Rio de Janeiro (500), Pará (260), SP (120), Ceará (120) e Rio Grande do Norte (50).

PM contém protesto com bomba e bala de borracha em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal)
Jovem mostra ferimento de bala de borracha
em protesto na Bahia (Foto: Arquivo pessoal)
Munição de tinta
As PMs do Rio de Janeiro, do Distrito Federal e do Maranhão pediram autorização para comprar munição de tinta não lavável (normalmente vermelha). A reportagem do G1procurou as corporações para comentar o uso de armas de tinta, multi-impacto e com múltiplas cargas de lacrimogêneo, mas não obteve retorno.

Segundo o ex-comandante da PM paulista, a escolha de qual tipo de munição não letal usar depende das características de cada tropa, do treinamento e da situação.

"A grande variedade de intensidade nas cargas, dimensões e tipos ocorre porque cada arma tem uma função específica, dependendo da ocasião. Vários condicionantes – como vento, chuva, se o local é aberto ou fechado, a quantidade das pessoas e a disposição delas, e a distância [dos manifestantes] em relação aos policiais – interferem na escolha de um ou de outro", diz o coronel Camargo.